Editora IPÁ
Capa de Emílio, ou Da educação

Emílio, ou Da educação

Jean-Jacques Rousseau

Coleção Rousseau — Obras

Em 1762, o mesmo ano em que publicou Do Contrato Social, Jean-Jacques Rousseau lançou a obra que considerava a mais importante de tudo o que escreveu — e que o Parlamento de Paris mandou queimar em praça pública num mês, seguido por Genebra, a cidade de que ele era cidadão. Emílio, ou Da educação acompanha, do nascimento ao casamento, a formação de um aluno imaginário confiado a um preceptor que segue um único princípio: tudo o que sai das mãos da natureza é bom, e é a mão do homem que degenera. Os cinco Livros seguem as idades do aluno — o bebê que ainda não fala, a criança que aprende pelos próprios tombos, o pré-adolescente a quem se ensina um ofício antes de qualquer livro, o rapaz que descobre as paixões e a religião na Profissão de fé do vigário saboiano, e por fim o jovem adulto e Sofia, a companheira que Rousseau lhe escolhe, na parte mais lida e discutida da obra até hoje. Tratado de pedagogia e romance de formação ao mesmo tempo, Emílio mudou para sempre a ideia do que é uma criança — e continua incomodando, dois séculos e meio depois, pelas mesmas páginas que o levaram à fogueira. Tradução direta do francês, com termos-chave no original, notas de contexto e glossário.

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